terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Abraçando a Imperfeição

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.
E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.
Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
"Querida, eu adoro torrada queimada."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
Ele me envolveu em seus braços e me disse:
"Companheiro, sua mãe teve hoje, um dia de trabalho muito pesado eestava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou um melhor empregado, ou cozinheiro!"
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, e com amigos.
Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.
Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração Dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.
As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse; mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as acolheu e valorizou.
(Recebi o texto por email, sem o autor, se alguém souber, por favor me avise, para dar os créditos)
E que todos tenham um dia ILUMINADO!!!!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A Minha Própria Vida

Texto de Woody Allen

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás pra frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamentee ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades.
Aí viro um bebê inocente até nascer. Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois
- Voilà! -
desapareço num orgasmo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Pequeno Manual da Civilidade

Agora que já aconteceu o que eu estava esperando, na verdade não bem como eu estava esperando, mas aconteceu, quero ver se reestabeleço meus contatos com o blog... mas, além de falar sobre assuntos relacionados à minha tão amada profissão e também sobre assuntos que eu gosto e que estejam relacionados a lazer, começo hoje a postar textos que estou produzindo. Preciso melhorar a minha escrita, preciso de artigos científicos na minha área para melhorar minha titulação, e assim, vou começar escrevendo sobre artigos e matérias de revistas e sites que eu ache interessante.

O primeiro deles é sobre uma matéria que saiu na Revista Veja de 04 de novembro de 2009 e que tinha como título "Pequeno Manual da Civilidade".

Após a leitura, registrem a sua opinião, sugiram melhoras... obrigada

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A Revista Veja de 04 de novembro publicou um texto falando sobre o “Pequeno Manual da Civilidade” e eu gostaria de comentar, pois achei interessantíssimo.

São atitudes diárias e tão simples, que caem no desuso facilmente, pois achamos que, se fulano e ciclano não fazem, porque eu preciso fazer?

Então o assunto é civilidade e diz respeito a todos nós. O texto dividiu a civilidade em 10 itens:

01 – Honradez: ter honra é ter fidelidade aos próprios princípios ou ao próprio eu. Como diz o texto, é “ter vergonha na cara”. Ser honrado é ter integridade moral e escrúpulos e, hoje em dia, é tão fácil ver situações em que a honra é totalmente esquecida. Ter honra é dar exemplo, é ser exemplo. Pensemos em todas as situações que passamos em nossa vida e reflitamos se agimos, ou não, com honra.

02 – Integridade: ter integridade é ter a qualidade do que é inteiro, completo, é ser alguém que não tem duas palavras, duas lealdades. É ser honesto, incorruptível. Como está no texto, ser íntegro é não “deixar o carro aqui só um minutinho”, não dizer que vai atender “só esta chamada” no meio da refeição compartilhada. Quantas vezes você já não passou por situações em que disse, eu vou deixar o meu carro aqui, estacionado na vaga para idosos ou deficientes, mas é que eu só vou pegar o pão no mercado, é rapidinho.

03 – Boas Maneiras: cortesia, uma palavra tão simpática e tão pouco utilizada. Ser cortez, ter boas maneiras caiu tanto em desuso que chega a assustar. Qual é a dificuldade de você chegar no ponto do ônibus onde você está todas as manhãs e encontra sempre as mesmas pessoas e dizer um “bom dia”? Ou então no elevador, ou nos corredores da empresa? Parece que dizer “bom dia”, “boa tarde” vai tirar um pedaço de si, então você se cala, por vezes até abaixa a cabeça. Dar lugar para um idoso ou uma gestante? De jeito nenhum, eu trabalhei o dia inteiro, estou cansado. Além destas situações e palavras temos: um muito obrigada, um com licença, por favor. Para refletirmos, ficam alguns sinônimos de boas maneiras: cortesia, maneiras delicadas, urbanidade, civilidade, polidez, afabilidade.

04 – Tolerância: segundo o texto, a tolerância é o campo da civilidade que mais exige autoaprendizagem. É a aceitação das diferenças, que começam com um simples time de futebol diferente do seu, mas que podem entrar no âmbito da religião, raça, comportamento sexual e ai é que a situação se complica. Na vida social, a tolerância é a virtude mais útil. Dentro desta tolerância podemos falar também sobre respeito. Ser tolerante é ter respeito ao seu próximo, mesmo que ele seja diferente, tenha gostos, modos de pensar, agir e sentir diferentes dos nossos.

05 – Autocontrole: o autocontrole nada mais do que o domínio dos seus próprios impulsos e emoções. Acessos de raiva, stress, descontrole emocional, sentimento de vingança, todas essas situações podem te levar a cometer algum ato de violência, física ou verbal. O texto cita exemplos de trânsito: levar uma fechada, ouvir uma buzinada milésimos de segundo depois que o sinal abre. Todas essas situações nos levam a testar nosso autocontrole. E, ainda segundo o texto, a única maneira de adquirir autocontrole é tomarmos a decisão, de maneira íntima e compromissada, de não agir com violência diante de uma situação de stress.

06 – Civilidade: saber viver em sociedade, bons modos à mesa e em todas as situações da vida e, principalmente, respeito entre as pessoas, respeito ao próximo, é disso que fala a civilidade. Ela é a observação das conveniências, das boas maneiras em sociedade; cortesia, urbanidade, polidez. O texto propõe uma pergunta simples para aplicarmos o conceito de civilidade em diferentes situações de nossa vida cotidiana: o que posso fazer pelo outro para que a vida de todos seja suportável? Fica ai a reflexão.

07 – Honestidade: ser honesto é ter decoro, decência, probidade. É não fazer qualquer coisa para se dar bem na vida. A desonestidade é muitas vezes entendida como a trapaça, o passar a perna em alguém para se conseguir o que quer. E quem nunca fez algo pequeno, porém desonesto e disse, “ah, mas é só nessa prova que eu vou colar, mas é porque não deu tempo de estudar”. E aquele filme que você baixou da internet, e aquela música, ou aquele livro? São coisas simples e que todo mundo faz. Que mal tem em eu fazer também? Comportamentos como esses são desonestos. E é por estes e outros comportamentos que os brasileiros são considerados desonestos, e que o termo “o famoso jeitinho brasileiro” é considerado desonestidade.

08 – Contenção verbal: será que nós podemos falar o que quisermos, sem nos preocuparmos com as consequências de nossas palavras? Eu acho que não. Devemos, como diz o texto, obedecer ao mecanismo de freios sociais pelo qual as opiniões próprias são atenuadas de forma a não ofender os sentimentos alheios. Isso acontece muitas vezes quando falamos sem pensar. Alegamos que estamos nos expressando e que precisamos disso, mas ter má-educação e não levar em conta as consequências de nossas palavras é fortalecer a desagregação social.

09 – Pedir desculpas: quando foi a última vez que você pediu desculpas a alguém sinceramente? Sim, sinceramente, aquelas desculpas cuja intenção é menos aliviar a sua consciência e mais dar uma satisfação moral a quem você ofendeu. Lembre-se sempre: não adianta só pedir desculpas da boca pra fora, o que vale é demonstrar que você está ciente de que fez algo errado e que realmente se arrependeu de ter magoado a outra pessoa. Pedir desculpas é ter respeito ao sentimento do outro.

10 – Decoro: ter decoro é ter decência, respeito próprio, dignidade e conveniência. Ser decoroso é falar adequadamente, é dizer o que tem que ser dito sem adular ou ferir o outro, é não ser exibicionista ou apelativo. O exemplo citado pelo texto é ótimo, pois é da personagem Lady Kate, interpretada por Katiuscia Canoro. Ela esbanja o dinheiro de um certo senador, sendo exibida, decotada e exagerada, além de usar o bordão que está na boca de todos: “tô pagando”. E nossa vida, devemos perseguir nossos objetivos, porém devemos ter certeza de que somos justos com os outros.

Bom, como fica claro no decorrer do texto, todas essas virtudes se complementam, são sinônimos umas das outras e, se passarmos a prestar um pouquinho mais de atenção e as praticarmos diariamente, em todas as situações de nossas vidas, conseguiremos viver com mais civilidade e melhor.